domingo, 24 de agosto de 2014

Sentimento libertado

Saí de casa por alguns dias
Quando voltei, nada tinha saído do lugar
Exceto algumas gavetas abertas
Teias de aranha sobre o teto
Continuando a falar dos sentimentos 
Que não se deve fazer exumação. 
Refleti sobre os segredos
Descobri que segredos não se prendem
Querem sair, Tiro a esmo que voltou pra mim
A vida segue de forma irônica
Você pensa que está andando numa trilha reta 
E quando percebe esta dando voltas em círculo
Circulando o nada. 
Nas sombras de uma alameda você solta as mais melancólicas
Prosas afim de lavar sua alma, e fugir das masmorras do seu vazio espiritual
O medo agora é outro
Não é de perder e sim de ferir
Ninguém se acostuma com coisa ruim 
Nessas horas de tristeza, sinto a falta de cada canto da parede. 
Imagino quantas letras num papel opaco irei usar para falar de minhas desgraças 
Desgraça.. Nunca pensei em dizer isso novamente.
 E prometo que não vou repetir essa palavra.
 Juro por mim, pois jurar pelos outros é como esperar 
que uma andorinha cante como um sabiá.

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